O grupo inteiro

Sobre

Composto por Carol Tonetti, Cláudio Bueno, Ligia Nobre e Vitor Cesar, reúne diferentes formações e práticas – nos campos da arquitetura, design, arte, comunicação, aprendizagem e tecnologia – que convergem, estabelecem correspondências e se expandem. Realizam pesquisas, agenciamentos projetos espaciais, gráficos e tecnológicos em diversas escalas, ativando múltiplos modos de convivência.

condutores

Atividades

masp
exposição "playgrounds",
março, 2016

redbull station
abril, 2016

 

Contato

ogrupointeiro@gmail.com
Avenida São Luís 187, Passeio Paris (2a sobreloja), loja 14, República - São Paulo, SP, Brasil, cep 01046-912

 

Bios

Carol Tonetti

Arquiteta, mestre em Projeto, Espaço e Cultura pela FAU-USP e doutoranda no mesmo programa. É professora na Escola da Cidade desde 2004, onde coordena a sequência de disciplinas voltadas aos meios de expressão e desenho. Articula diferentes parcerias e estratégias de ação em projetos com escalas e temporalidades distintas, aproximando arte e arquitetura.Sua produção volta-se tanto para a prática artística com trabalhos como a Metacozinha realizada em 2015, na Casa do Povo, e a Base Móvel pensada para o Instituto Tomie Ohtake (2015), como para projetos arquitetônicos de exposições e espaços transitórios – a exemplo das exposições Descrito como Real (2015) e MANO FATO MANO (2014), ambas no CCSP; a coordenação da equipe de expografia da X Bienal de Arquitetura de São Paulo (2013); os espaços de encontro da 28° e da 29° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Destacam-se também projetos de edificações, espaços comercias e institucionais desenvolvidos com diversas equipes e parcerias, como o estudo preliminar do Centro de Desenvolvimento de Educação Infantil CEDEI Sesc (e sua participação na exposição Traces of Centuries & Future Steps - exposição paralela à Bienal de Arquitetura de Veneza de 2012); as diversas unidades da Lanchonete da Cidade(2005-2014); a Loja Bab (2014);a Fábrica da Chokolah (2013); a sede do Instituto Alana (2012) e o Cieds São Paulo (2007). website:http://caroltonetti.net

Cláudio Bueno

É artista visual e pesquisador, doutor em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo (USP), 2015. Sua produção atual é orientada pela noção de campos de invisibilidade, entendidos pelo artista como mediadores imateriais capazes de estruturar, organizar e controlar as relações entre corpos, objetos e espaços. Foi residente no Museu da Imagem e do Som de São Paulo; na Delfina Foundation, Londres / Casa Tomada, São Paulo; e no La Chambre Blanche / Avatar, Cidade de Québec, onde também realizou a exposição individual Le chant des sirènes: La construction d’un monument, em 2011. Participou das mostras coletivas Acervo Videobrasil em Contexto, Galpão VB (São Paulo, 2016); Deviance Credits, Hessel Museum of Art/CCS (Nova York, 2014); Galeria Expandida, Luciana Brito Galeria (São Paulo, 2010); Mostra Sesc de Artes (São Paulo, 2011); entre outras. Recebeu diversos prêmios, como: Prix Ars Electronica (Linz, 2011), Transitio_MX (Cidade do México, 2011) e Rumos Cibernética Itaú Cultural (São Paulo). Realizou falas públicas na Casa Tomada, Whitechapel Gallery (Reino Unido), Humboldt-Universität (Alemanha) e diversas universidades e espaços culturais. website: buenozdiaz.net

Ligia Nobre

Pesquisadora e curadora, opera nos cruzamentos entre arte, design e arquitetura. Mestre em Histories and Theories pela Architectural Association School of Architecture (Londres) e doutoranda em Estética e História da Arte na USP. Atualmente é professora na Escola da Cidade. Atuou na curadoria dos seguintes projetos: MANO FATO MANO no CCSP; X Bienal de Arquitetura de São Paulo; Urban Parangolé com Urban Think Tank para Audi Urban Future Award 2012, dentre outros. Co-dirigiu as plataformas exo experimental org. que promoveu pesquisas urbanas-estéticas e residências artísticas no Ed. Copan (arquivoexo.org /SP) e São Paulo Lab/Studio-X GSAPP Columbia University (NY). Foi pesquisadora e assistente de ensino dos arquitetos Jacques Herzog e Pierre de Meuron no ETH Studio Basel (Basiléia). Coeditora da revista Monolito #17, coordenadora editorial de Trabalhando no Copan de Peter Friedl. Ensaios nas revistas Urbania, TANK, ArtReview, Recibo, Contorno, etc. website: ligianobre.org

Vitor Cesar

Estudou Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Ceará e realizou mestrado em Artes Visuais na ECA/USP, com pesquisa sobre noções de espaço público em práticas artísticas. Integrou o grupo de estudos em artes do Alpendre – espaço multidisciplinar – e fez parte do grupo Transição Listrada. Co-organizou o projeto Arte e esfera pública, edital Conexão Artes Visuais - Minc/Funarte (2008). Trabalha desde 2005 no projeto Basemóvel. Realizou a exposição Anfibologia, reciprocidad, Museu experimental El Eco (Cidade do México, 2013); Participou do 33 Panorama da Arte Brasileira, Museu de arte Moderna (São Paulo, 2013); 8a Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2011); Realizou residência no programa Videobrasil em contexto, Ujazdowski Castle (Varsóvia, 2015), Capacete (Rio de Janeiro, 2010) e MuseumsQuartier (Viena, 2006). Desenvolveu proposição gráfica do XI SITAC (Cidade do México). Atualmente é professor na Escola Entrópica, Instituto Tomie Ohtake. website: vitorcesar.org

Proposições

Condutores, 2016

proposição para a mostra Playgrounds 2016, MASP

dimensões: 10,8x2,6x2,3m
metal, madeira, acrílico e autopeças

Trata-se de um trabalho que parte das hastes de apoio presentes na estrutura interna de um ônibus, interceptadas por duas arquibancadas posicionadas frente a frente, uma em cada extremidade. Na junção desses elementos, propomos elaborar relações com: o trepa-trepa presente nos playgrounds, o ônibus, noções de convivência e de pedagogia. O dispositivo criado também será utilizado e ativado pela equipe de mediação do museu.

 

Basemovel Preposições

basemovel

BASEmóvel. Não solucionar, não apaziguar, não acentuar: Pensar como produzir sentidos, ainda que contraditórios - Ambivalência.

Vivências múltiplas, relações entre, de, com, por, para etc.

Mediação, ativação e multiplicação de diferentes modos de relação e vínculo

 

Mano Fato Mano

folder mano fato mano

MANO FATO MANO instaura um espaço de reflexo e reflexão, permitido e ativado por desenhos e ações que informam o cotidiano nas cidades e, particularmente, em São Paulo. São desenhos que ativam e registram ações potentes. Desenhos que revelam, criam deslocamentos, e trazem para o universo gráfico a potência da ação de realizar coisas. Operam como ferramentas de empoderamento, manipulação, acessibilidade, conflito, manifestação, expressão, comunicação.

Assim como no brinquedo gira-gira — cuja força motora é gerada individual e coletivamente —, o girar permite um caleidoscópio de múltiplas perspectivas e usos. A exposição articula (séries de) trabalhos da Coleção de Arte da Cidade — de Antônio Lizárraga, Gladys Maldaun, Guto Lacaz, Leon Ferrari e Marcos Troncoso —; contrapostos a trabalhos convidados — de Ciro Ghellere, Claudio Bueno e Cristiano Rosa, Diogo de Moraes, Raphael Escobar e Vitor Cesar. Cada trabalho tem um suporte específico, diverso, gerando uma multiplicidade de relações, visualidades e atravessamentos. Os usos comuns ao Centro Cultural São Paulo são acolhidos e incentivados pelo espaço expositivo e pela programação.

Elaborado de modo experimental-colaborativo pelo grupo do projeto mano fato mano, junto com a equipe do CCSP, este projeto compreende exposição, linguagem visual, site — manofatomano.net —, publicação, ações e conversas, que compõem o visível-invisível que os desenhos (e o desenhar) desvelam e deslocam, práticas artísticas-políticas que inventam mundos outros.

Contexto

Preposições

"Contraditórios em si, a mistura e o tempo revelam-se, como a minha alma, nebulosa, variável, ondulante, matizada, aquitana. A minha alma, a mistura e o tempo não podem exprimir-se por substantivos, muito estáveis, nem por adjetivos, muito justapostos, mas descrevem-se mais precisamente pelo conjunto das suas preposições: antes e após constroem a fluidez viscosa, com e sem as partilhas hesitantes, sobre e sob o sujeito falso e verdadeiro, por e contra as paixões violentas, atrás e perante as frouxas hipocrisias e as corajosas lealdades, em e fora as claustrofobias corporais e teóricas, sociais e profissionais, entre e além a vocação metafísica do arcanjo-mensageiro, de e para o meu furor de viajante, topologia fina que exprime do melhor modo os lugares e as proximidades, as rupturas e as continuidades, as acumulações e as raridades, as posições e os sítios, os fluxos e as evoluções, a liquidez dos solventes e dos solutos."

Michel Serres

O Terceiro Instruído, Ed. Instituto Piaget, Lisboa, 1991.p.140

preposicoes

 

Estudo para Duelo, 2013
Cláudio Bueno e Paula Garcia

Obra exibida na mostra Acervo Videobrasil em Contexto, como parte do resultado da residência realizada entre São Paulo (Casa Tomada) e Londres (Delfina Foundation), em 2012. Galpão VB, São Paulo, 20.02– 19.03.2016 vídeo-registro da obra: https://vimeo.com/72106734

 

Descrito como Real, 2015
Vitor Cesar e Enrico Rocha, com os colaboradores Carol Tonetti, Cidadão Instigado, Fernanda Porto, Fernando Stutz, Ligia Nobre e Renan Costa Lima

descritocomoreal

“Quem imagina a cidade?” é o questionamento aberto pelo projeto. (...) Descrito como Real é uma operação que joga com a “ambiguidade das semelhanças e a instabilidade das dessemelhanças” entre imagens e linguagens das artes visuais, música pop e do city marketing na esfera pública. No vídeo realizado para o projeto, fragmentos de imagens-vídeos renderizadas produzidas pelo poder público para a divulgação de megaprojetos futuros para a capital cearense, e outras do planeta terra e do cosmos, são apropriadas e contorcidas, repetidas, pixeladas, explodidas, saturadas, tornadas ‘defeituosas’, se aproximando e se distanciando da música que canta Fortaleza como ficção científica da banda Cidadão Instigado.”

Fragmento do texto
‘Disposição subjacente’ por Ligia Nobre
Centro Cultural São Paulo, III Mostra do Programa de Exposições 2015, 14.11.2015 – 06.03.2016 mais info: https://www.facebook.com/descritocomoreal/

 

Meios de Expressão, Mídias Contemporâneas e Crítica, 2015
Carol Tonetti e Ligia Nobre
Escola da Cidade

Curso de Desenho para estudantes de arquitetura e urbanismo de 4o ano da Escola da Cidade que investigou a curadoria como crítica e a expografia como arquitetura em sentido ampliado, em colaboração com Centro Cultural São Paulo, .Aurora e Pivô e convidados. Grupos de alunos desenvolveram projetos de curadoria e expografia para esses espaços culturais diversos em São Paulo. O curso promoveu discussões e aprofundamento de temas que estreitem a relação entre arte e arquitetura, através de uma prática espacial crítica, valorizando o processo de produção e construção de discurso imagético e textual.